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Bruno Pedrosa - Artista Cearense

O blog artesvisuaiscariri teve a honra de ser inaugurado pela grande trajetória do artista plástico cratense Sérvulo Esmeraldo, natural do Crato que ganhou o mundo e hoje considerado como um dos mais importantes artistas plásticos do mundo. A segunda homenagem vai ao artista também cearense, da cidade do Cedro. O Museu de Arte Vicente Leite, na cidade do Crato, abriga no seu acervo uma série de seus desenhos num período onde revela o regionalismo com grande talento. Atualmente Bruno Pedrosa mora na Itália, na cidade Bassano del Grappa.





Bruno Pedrosa (Cedro – 1950) nasceu no interior do Ceará, descendente de família tradicional portuguesa que chegou ao Brasil no tempo das sesmarias. Aos seis anos foi estudar em Crato (Ceará) e só retornava para a casa do pai e avós nas férias escolares. Concluiu a sua formação educacional básica na capital do estado, Fortaleza, em 1967


Em 1968, foi morar no Rio de Janeiro, para cursar a Escola Fluminense de Belas Artes. Participou de exposições coletivas e individuais e tomou parte ativamente do movimento estudantil contra o regime militar.
No ano seguinte matriculou-se na Escola Nacional de Belas Artes e fez viagens pelo interior do Brasil e países da América do Sul. Ganhou a medalha de prata, com desenho, por sua participação no Salão Nacional de Belas Artes. Passou a freqüentar, ao mesmo tempo, as faculdades de Arqueologia e Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Após um período de estudos do barroco brasileiro e sua arquitetura, publicou, em 1972, o seu primeiro álbum de desenhos, tendo por tema a cidade mineira de Ouro Preto. Nos anos seguintes ampliou seus conhecimentos em arqueologia visitando a Bolívia, o Peru e o Equador, estudando principalmente a história do povo Inca. Estabeleceu contato com muralistas mexicanos, como David Alfaro Siqueiros e realizou exposições individuais de seus desenhos em Buenos Aires, Nova Iorque e Cidade do México.

Período na clausura

Bruno Pedrosa entrou, em 1976, para a comunidade do Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro, onde permanece até 1980. É desse período o seu painel a óleo (atualmente no Mosteiro Beneditino de Juiz de Fora), uma série de retratos a óleo (incluindo o retrato do Papa João Paulo II, no acervo do Vaticano) e desenhos do Mosteiro de São Bento que formaram um álbum publicado em 1979, por ocasião das comemorações do aniversário de 1400 anos do nascimento de São Bento.

Vida na Itália

Dois anos após deixar o mosteiro, casou-se com Elinor Perlingeiro Garnero. Após morar novamente no Rio de Janeiro, e de realizar viagens pela Europa, estabeleceu-se com a família na Itália, em março de 1990.
Inicialmente morou em Cuneo, na região do Piemonte, onde nasceu seu sogro, o tenor Giovanni Garnero. Em 1991 se transferiu para Bassano del Grappa, cidade medieval vizinha a Veneza.
Em 1994, iniciou o trabalho com esculturas em cristal de Murano, que o levou a estar presente no Corning Museum de Nova Iorque, no Museu de Arte en Vidrio de Alcorcóm (MAVA) em Madri, e no Ebeltoftmuseet na Dinamarca.
Vende seus trabalhos para todos os países da Europa, Estados Unidos da América e Japão

Algumas fotos do seu trabalho.





Fonte: Internet

Um comentário:

Anônimo disse...

COMO VAI BRUNO, FOMOS COLEGAS NA ESCOLA DE BELAS ARTES,DEPOIS NOS ENCONTRAMOS NO MOSTEIRO DE SÃO BENTO.
GOSTARIA DE SABER COMO VÃO AS COISAS.



ABRAÇOS , ARNALDO CASTELLAN.

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