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Legado Indígena



O Espaço Cultural Unifor abre hoje a exposição "Legado Sagrado", com 60 fotografias de Edward S. Curtis abordando o cotidiano dos índios norte-americanos no começo do século XX



Retratos, momentos do cotidiano, rituais. Os povos indígenas dos Estados-Unidos são tema da exposição fotográfica do norte-americano Edward S. Curtis (1868-1952), com abertura hoje no Espaço Cultural Unifor Anexo. Promovida em conjunto entre a Universidade de Fortaleza e a Embaixada dos Estados Unidos, a exposição oferece ao público de Fortaleza a chance de mergulhar no mítico universo dos índios norte-americanos.



A exposição presta, também, uma homenagem ao fotógrafo e etnógrafo cujo trabalho se tornou referência pela intensa produção relacionada à temática indianista - foram mais de quatro mil imagens catalogadas, entre 1901 e 1930, registrando representantes de aproximadamente 80 nações indígenas dos Estados Unidos.

Também oferecendo ao visitante mais informações sobre a obra de Curtis através de um filme de Anne Makepeace, a exposição reúne 60 reproduções de fotografias, disponibilizadas a partir do acervo do escritor, pesquisador e colecionador Christopher Cardozo, que inclui mais de quatro mil cópias "vintage" (ampliadas pelo próprio artista, a partir dos negativos originais). A mostra inclui ainda painéis informativos sobre a vida e a obra do norte-americano e tem curadoria do fotógrafo brasileiro João Kulcsár.


"Esta exposição fotográfica é única e foi criada especificamente pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. O principal objetivo de cada uma das 60 fotos em exposição é homenagear nossos povos indígenas, sua história e cultura", destaca Cardozo, em apresentação de 2005 sobre a mostra, ressaltando o objetivo de atrair e criar um diálogo positivo entre as diversas populações da América Latina - são duas exposições idênticas em itinerância por diversos países. No Brasil, de acordo com a Embaixada dos Estados Unidos, o trabalho de Curtis pôde ser apreciado pelo público de estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Amazonas. Da capital cearense, a mostra segue para Recife.

"Cada imagem foi reproduzida no tamanho e na mídia mais adequados para reforçar o impacto do objeto. As imagens são representativas das várias regiões geográficas e culturais onde Curtis fotografou e mostram a sua arte no retrato e na paisagem, bem como em fotos da vida cotidiana e de rituais", enfatiza Cristopher Cardozo. "As reproduções são altamente fieis ao visual, ao sentimento, às dimensões, entre outros aspectos, das cópias ´vintage´ de Curtis. Uma ampla gama de mídia impressa foi explorada, e no mínimo cinco mídias impressas diferentes de reprodução fotográfica artística foram empregadas em cada exposição".

Herança e diálogo

Representante da Embaixada dos Estados Unidos, Edvaldo Amorim aponta o destaque conferido pelo governo norte-americano à divulgação do trabalho de Edward S. Curtis em países da América Latina.

"É uma exposição realmente especial, valiosa, com um material único, de colecionador. E faz parte de um trabalho conjunto da embaixada com o governo brasileiro, através da Secretaria de Igualdade Racial, para trabalhar a igualdade de etnias", afirma Amorim, frisando a herança indígena como um ponto de convergência entre Brasil e EUA.

"Percebemos uma aceitação muito boa da exposição nas outras cidades. É um tema em que a sociedade brasileira está cada vez mais interessada".



FIQUE POR DENTRO

Edward Curtis e a cultura indígena

Natural de Whitewater, no estado norte-americano de Wisconsin, Edward Sheriff Curtis alimentou interesse pela fotografia e pela temática indianista quando sua família se mudou para Puget Sound, perto de Seattle. Fotógrafo autodidata, confeccionou sua própria câmera. Sua dedicação ao tema acabaria por torná-lo um nome fundamental para a visão popular sobre a cultura indígena do país. Morreu aos 84 anos, em 19 de outubro de 1952.

Mais Informações:
"Edward S. Curtis: Legado Sagrado". De hoje a 24 de janeiro, no Espaço Cultural Unifor Anexo, campus da Universidade de Fortaleza. Abertura hoje às 20h. Visitação gratuita: de terça a sexta das 10h às 20h, sábados e domingos das 10h às 18h. Contatos: 3477-3239.

DALWTON MOURA
REPÓRTER




Fonte: Diario do Nordeste

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