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Peter Paul Rubens, gênio barroco


Eu considero o mundo inteiro a minha casa”. A frase do pintor Peter Paul Rubens define bem sua personalidade versátil, que se estendeu tanto para a vida profissional quanto a pessoal



Considerado por alguns críticos “O Rei do Barroco”, Rubens nasceu em Siegen, na Alemanha, de pais flamengos exilados temporariamente, sendo considerado um dos maiores gênios do barroco universal. Um movimento artístico que soube interpretar com mestria, ao transpor para as criações, que iam de temas mitológicos, nus, religiosos, introduzindo no final da vida um novo elemento à sua arte: o amor ao mundo real, fruto da fase intimista que levava com a mulher e os filhos, como retrata uma de suas últimas telas, “A Volta ao Trabalho”.Dono de vasta obra, Rubens era um exemplo de que a arte não tem fronteira. Trabalhou com desenvoltura na Itália, berço do barroco, passando pela França, Espanha e Inglaterra, considerado, portanto, um pintor europeu, como assinala o crítico e historiador de arte francês Germain Bazin, no livro “Barroco e Rococó”.Para Bazin, “o barroco é, de fato, o período da civilização ocidental mais rico em variedade de expressões — é o momento em que cada um dos povos da Europa inventou as formas artísticas que melhor se ajustavam a seu próprio gênio”. Essa efervescência do intercâmbio artístico começou no primeiro quartel do século XVII.Na época, Roma era o principal pólo de atração de toda a Europa para quem desejasse conhecer e estudar arte, posição que seria assumida pela Escola de Paris, na primeira metade do século XX. Assim, houve uma verdadeira corrida de artistas flamengos, holandeses e alemães a Roma com o objetivo de estudar as obras-primas do Renascimento.Não tardou para que instituições oficiais passassem a recomendar essas temporadas de estudos na Itália, consideradas essenciais para a educação artística, observa Bazin, admirador do notável intérprete do barroco.“Em virtude de seu gênio, reconhecido por toda a Europa, Rubens exerceu uma espécie de soberania sobre os pintores locais, e sua obra deu a Antuérpia ( segunda maior cidade da Bélgica) uma posição destacada na história da arte barroca”, destaca o crítico francês.Não tardou para que Rubens também aterrisasse na Itália. Na bagagem, levava talento e muita vontade de conhecer “in loco” a arte de mestres italianos. Com 23 anos, inteligente, ávido de saber, culto, dotado de boas maneiras e aparência, Rubens viu as portas das cortes italianas se abrirem para o seu talento. A viagem não foi curta, durou de 1600 a 1609. Na época, segundo Bazin, o pintor não passava “de um aluno bisonho que respeitosamente estudava os mestres”. Só que esta condição de aluno durou pouco.
Fonte: Diario do Nordeste

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