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Arte de rua

Fico pensando com meus botões no tempo em que vivemos e o tempo em que a arte está tomando seu lugar. É óbvio que só quem fica estagnado para sempre são as pedras, e faço alusão a uma música. Esse ano o tema do salão de arte de Fortaleza, efetivamente tradicional, lança o olhar "Qual o lugar da arte?"Gostaria de ter enviado meus trabalhos mas estou atarefado. Os artistas do Cariri deviam apostar mais seus trabalhos à esse salão, agora não tem mais desculpa de dizer que não foram avisados. O blog artes visuais cariri completou 1 ano ininterrupto online. Mas isso é outro assunto. Qual seria então o lugar da arte? Será sempre a tradicional galeria, lugar quadrificado? Espaço costumeiro onde poderemos sempre ver os espaços ilustrados por telas, objetos, instalações?
A arte de rua tem conquistado espaço no mundo. Banksy é um dos representantes maior. As telas se tornam muitas das vezes o chão que atrapalha o transeunte, ou a parede que obscurece a rua, a inutilidade de certas construções, um lugar onde a pintura diferentemente da pixação, uma atitude desviada, um atitude inescrupulosa, uma sujeirada mesmo que fazem por aí, embeleza, enaltece, entretem, um lugar onde poderá achar-se contestações construtivas ou mesmo discursos sentimentais. A arte de rua tornou-se uma manifestação nova das artes visuais. Não poderemos pensar que é uma maneira de burlar as leis, de um artista que expressa idéias coerentes com seu tempo ser tido como pixador, vândalo. Bastamos pensar em grandes artistas muralistas, como Pablo Picasso, Diego Rivera, Portinari. Concordo plenamente que há uma diferença entre pixação e obra de arte. Ainda hoje está na cidade do México os grandes murais de Diego Rivera, esposo de Frida Kahlo e muitos outros. Por que achar que isso é vandalismo? A arte de rua vem como uma maneira do público conhecer os trabalhos que tradicionalmente são expostos em galerias, museus, shoopings, etc. A arte afinal deve ser uma interação com o público sem o qual ela não teria sentido algum. A arte da pós-modernidade ou contemporaneidade ganha novos rumos no seu discurso histórico e no seu conceitualismo. Acredito na contemporaneidade como um tempo em que o homem renasce com conceitos próprios da sua época. A arte de rua está engajada como um conceito que quebra paradigmas institucionais, afinal a arte deve expressar o melhor para o homem.
Chrystian

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