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Cor nas palavras.

No ocre que toma o verde da folha
O sal da lágrima que doura o grão de areia
O verde brilhante do beija-flor que a beija
Bem no cume do rosa,
Rota na cor de chumbo do asfalto
Que alto, outro chumbo do céu nublado
Me atira uma chuva torrencial
Fonte de prismas do tiro
Quase solar que vaza a gota d’água
Arco íris em pleno céu de março
Fuma o homem o maço do cigarro
Que negro deixa teu pulmão
Puro charme do trago do lábio carnudo
Da boca de batom carmim da moça
Que roçam em mim os olhos verdes claros
É claro que este olhar não é de festim.
Rubras minhas faces que da romã
Furtou a cor.

Imagem: Denise Cardoso

3 comentários:

Chrystian Marques disse...

Sávio cara, essa mistura de palavras com imagens é muito mágico. bela poesia!

Antonio Sávio disse...

Valeu Chrystian. Para postar por aqui tinha que ser algo com uma boa palena mesmo. Não poderia ser diferente. rsrs
Um abraço.

Chrystian Marques disse...

Lembro de um artista chamado Basquiat, que fazia lances de imagens, artísticas com textos frases contextualizadas. Contemporâneo.

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